26/07/2017

revisitar "a nossa casa"


(sentires)

“Era uma vez uma casa branca nas dunas, voltada para o mar. Tinha uma porta, sete janelas e uma varanda de madeira pintada de verde. Em roda da casa havia um jardim de areia onde 
cresciam lírios brancos e uma planta que dava flores brancas, amarelas e roxas.”

Sophia de Mello Breyner Andreson
In “A menina do mar”

Já sopra o vento que traz o Agosto. E, com ele, sopram momentos de pausa. De reflexão. De mudança. De princípios. E, por isso mesmo, hoje revisitamos “a nossa casa” e fazemos um convite à partilha de sentires. Um convite para que venham a esta casa, feita de histórias e de raízes, e para que deixem uma palavra. Ou duas. Uma história porque não. Ou qualquer outra coisa que o vento vos queira trazer.

“O que faço eu aqui? Ou será esta também uma pergunta que fazemos mesmo quando não mudamos de lugar? Sempre que perdemos o norte, sempre que nos perdemos de nós. Sempre que a vida faz uma pirueta. Sempre que assistimos às dores do mundo e do planeta. E se, neste contexto, nos apercebêssemos que o nosso corpo é a nossa casa e a nossa raíz? E se as nossas referências estiverem nas nossas células, nos nossos órgãos, no nosso sorriso, nos nossos gestos?”

Livro recomendado: “A menina do mar" de Sophia de Mello Breyner Andreson com ilustrações de Luís Noronha da Costa.


por  Isabel Duarte
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